quarta-feira, 12 de novembro de 2014

CORRUPÇÃO


O Vereador Raimundo do Miteco (PROS) utilizou a tribuna da Câmara Municipal no dia de hoje para proferir acusações direcionadas aos membros do Poder Executivo Municipal, segundo o parlamentar estariam cobrando 20% de propina para os vencedores de processos licitatórios.

Importa salientar que o Vereador em epigrafe não citou nomes, ou seja, abordou o assunto de forma genérica em seu pronunciamento realizado no grande expediente.

A reportagem do blog entrou em contato via WhatsAap com o Prefeito Francisco das Chagas Sá e o mesmo respondeu dizendo que iria recorrer ao Judiciário.    

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Mulher corre pelada em Porto Alegre

Uma nova moda parece ganhar as ruas de Porto Alegre: ficar pelado em público. Após dois casos de nudez registrados no intervalo de uma semana, uma terceira mulher foi flagrada correndo completamente nua neste domingo (9) no centro da capital.
A foto foi feita em uma rua nas imediações do Palácio Piratini, a sede do governo gaúcho. Sem nenhuma roupa, a mulher corria apenas com tênis de corrida, boné e óculos escuros para se proteger do sol forte. A temperatura máxima chegou a 30,5ºC neste domingo na cidade.
O 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM), responsável pelo policiamento no centro da cidade, informou que recebeu uma denúncia sobre o caso por telefone, mas os policias não conseguiram localizar a mulher.
Pelas redes sociais, mais de 3 mil pessoas confirmaram presença em uma “corrida pelada” marcada para as 16h na Avenida Carlos Gomes, mas cerca de 15 pessoas compareceram ao local. No final da tarde, um homem tirou a roupa e caminhou nu na avenida.
Nas últimas semanas, outros dois casos de nudez pública foram registrados em Porto Alegre. O primeiro ocorreu no dia 30 de outubro, no Parque Moinhos de Vento, o Parcão. Uma mulher foi detida pela Brigada Militar enquanto corria nua no parque e levada para uma clínica psiquiátrica.
Na última quinta-feira (6), outra mulher foi flagrada nua andando na chuva em meio aos carros na Terceira Perimetral, uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Ao ser abordada por um repórter da RBS TV, ela disse que era lutadora de MMA e que seu ato era um “desabafo” contra a falta de incentivo. Ela também foi abordada pela polícia e levada para um posto de saúde.

domingo, 9 de novembro de 2014

Aposentados esperam por decisão do Supremo

Mais de 500 mil aposentados que continuam trabalhando em todo o Brasil aguardam ansiosamente o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da possibilidade da desaposentação de beneficiários do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Na semana retrasada, o assunto voltou à pauta do STF, porém, a votação - que chegou a ser iniciada - acabou adiada após pedido de vista da ministra Rosa Weber. Ainda não foi agendada a continuidade do julgamento, que, até ser interrompido, encontrava-se empatado , com dois votos contrários, dos ministros Dias Toffoli e Teori Zavaski, e dois favoráveis, dos ministros Marco Aurélio Mello e Luís Roberto Barroso. Se a chamada desaposentação for aprovada pelo STF, o trabalhador passa a ter o direito de renunciar a uma aposentadoria anterior para adquirir outra mais vantajosa. Isso é possível pelo fato da Constituição apresentar uma lacuna legislativa, que não prevê, e tampouco veda o direito de aposentados que retornaram ao mercado de trabalho de trocar sua aposentadoria por outra mais lucrativa, com base nas novas contribuições à Previdência Social.
O ministro Luís Roberto Barroso, que é o relator da chamada “desaposentação” no Supremo, propôs uma fórmula para cálculo do novo benefício que, segundo ele, garantirá um aumento no valor da aposentadoria a um “custo fiscal totalmente assimilável”. O impacto fiscal que o Tesouro terá de suportar caso a maioria dos ministros do STF vote a favor do direito dos trabalhadores, hoje requerido por milhares de ações em tramitação nos tribunais brasileiros, é de aproximadamente R$ 50 bilhões. 
O contingente de aposentados beneficiados com a medida é estimado em cerca de 500 mil pessoas. O Supremo está tomando como base para o julgamento o caso concreto envolvendo um segurado que obteve aposentadoria especial em 1992. Mesmo recebendo o benefício, o aposentado permaneceu em atividade profissional até completar os 35 anos de contribuição. Em seguida, pediu a cessação da aposentadoria especial e a concessão de um novo benefício, por tempo de contribuição, a partir de 2006. O processo tem repercussão geral.
Conforme explica o advogado previdenciário Guilherme de Carvalho, a desaposentação consiste na renúncia ao atual benefício de aposentadoria para concessão de outro benefício com a inclusão de todas as contribuições que recolheu ao INSS após a primeira aposentadoria, em razão de ter continuado a trabalhar. “A desaposentação pode ser solicitada naqueles casos em que o trabalhador se aposenta e continua trabalhando formalmente, ou seja, registrado em Carteira de Trabalho e, consequentemente, contribuindo à Previdência Social”, esclarece. 
Ainda de acordo com Carvalho, milhares de brasileiros estão enquadrados neste perfil. “São pessoas que hoje se veem obrigadas a continuarem trabalhando, mesmo após a aposentadoria, para prover seu sustento. Elas poderão ingressar com o pedido na Justiça para pleitear um novo benefício, em tese, mais vantajoso, que lhe confira condições dignas de vida e condizentes com o que efetivamente contribuíram à Previdência Social”, comenta.
O advogado calcula que o aumento causará impacto previdenciário na ordem de R$ 49,1 bilhões. “Este é o montante reservado para pagamento das ações judiciais, caso o Supremo entenda pela procedência dos pedidos”, diz. 
Carvalho explica que a devolução dos proventos da aposentadoria que se pretende renunciar ainda é uma incógnita. “Tudo irá depender do que o Supremo decidir. Segundo o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgado proferido em maio do ano passado, não é necessária a devolução dos proventos da aposentadoria que se pretende renunciar para ter direito à desaposentação. No entanto, a palavra final sobre o tema será do STF”, informa. 
Ele reforça que o julgamento está suspenso por pedido de vista da ministra Rosa Weber. “No momento, o julgamento está empatado com dois votos a favor e dois votos contra. Esperamos que seja retomado o mais brevemente possível, tão logo seja encerrado o pedido de vista feito pela ilustre ministra”, completa. 

Pedro Minowa é o novo presidente do Clube do Remo

Após quatro tentativas e um movimento intenso durante a votação, o empresário Pedro Minowa e o médico Henrique Custódio foram eleitos neste sábado (8) como novo presidente e vice, respectivamente, do Clube do Remo.
Na apuração das dez urnas disponibilizadas para o depósito do voto manual, a chapa “Remo: rumo à modernidade" desde o início liderou a contagem, recebendo 647 votos no total e vencendo as eleições por 18 votos de diferença.
Minowa já havia tentado se tornar presidente do Remo em outras oportunidades, mas nunca conseguiu alcançar seu objetivo. Neste ano, pela primeira vez na história do clube, o prcesso eleitoral ocorreu de forma direta.
“Um sonho mais que realizado. Agora eu vou cumprir se Deus quiser esses dois anos e posso partir porque eu realizei meu sonho”, comemorou Minowa emocionado.
A chapa 1 “Unidos Para a Luta”, representada por Zeca Pirão e Marco Antônio “Magnata”, obteve 629 votos.
Pirão e Magnata ficarão no cargo até o dia 31 de dezembro deste ano. Já a posse da nova presidência azulina está agendada para o dia 1º de janeiro de 2015.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Municípios devem receber repasse maior do FPM

A partir de 2015 os municípios brasileiros deverão receber uma parcela maior do repasse de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O aumento aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados prevê 0,5% a mais no ano que vem e 1% a mais a partir de 2016.
No Pará o aumento mais significativo vai para as maiores cidades como Belém, que vai receber R$ 9.207.766,00 em 2015 e em 2016 passa a ter direito a R$ 19.980.851,00 do FPM. Bannach, o menor município paraense passa de R$ 142.002,00 no ano que vem para R$ 308.144,00 em 2016. A medida está prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 426/14, que ainda precisa passar por um segundo turno de votação.
A maioria dos municípios paraenses não tem arrecadação própria e por isso sobrevivem dos repasses feitos pelo governo federal como os recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e do Ministério da Saúde que acabam sendo as principais receitas dos municípios do Pará.

PROPOSTA
Segundo a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados, em julho de 2015 passa a vigorar metade do novo repasse e, em julho de 2016, a outra metade será acrescida. A Constituição determina que a União repasse ao FPM um total de 23,5% do produto líquido da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Com a PEC, o total do repasse passa a ser de 24,5%.
O fundo funciona desde 1967 e sofreu várias mudanças ao longo das décadas. Atualmente, é feito um repasse de 22,5% a cada dez dias; e 1% é acumulado durante um ano para repasse integral em dezembro de cada exercício. Sistemática semelhante será usada para o repasse adicional proposto pela PEC para julho de cada ano. O dinheiro será acumulado para entrega total nesse mês.
Os municípios querem o aumento de recursos do FPM para compensar a queda do total repassado ao fundo nos últimos anos, provocada pela desaceleração da economia e por estímulos à indústria com desoneração da carga tributária por meio da diminuição do IPI.
Segundo a versão da lei orçamentária de 2015 enviada pelo governo, estão previstos R$ 72,8 bilhões de repasses ao FPM. Se mantida essa arrecadação, a PEC garantirá cerca de R$ 1,5 bilhão a mais em 2015.
Além dos recursos do FPM, municípios pequenos que dependem de repasses contam ainda com 25% dos recursos repassados pela União aos estados por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e dos recursos repassados aos estados conseguidos com a Cide-combustíveis.
Os repasses às prefeituras são feitos com base em parâmetros divulgados anualmente pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em razão da população de cada município e da renda per capita do estado.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A verdade dos fatos


Venho através deste refutar a noticia tendenciosa divulgada no blog pautando noticias, o qual diz que tigrão teria pedido “arrego” para o Vereador Andrey, diante do exposto passo a esclarecer o que de fato aconteceu:

1-      O Ex Prefeito Neném Lopes me ligou bem cedo, por volta das 07:00 horas perguntando onde eu morava que ele queria falar comigo;

2-      Forneci meu endereço e o recebi em minha residência ainda de pijama;


3-      Sentamos para conversar e tigrão me relatou problemas de saúde de sua esposa, pedindo “trégua” (PAZ) no legislativo para não prejudicá-la;

4-       Ocorreu um pedido de desculpas da parte dele e logo em seguida eu também pedi desculpas e disse que no momento na haveria problemas no legislativo;

5-      Na saída apertamos as mãos e eu pedi o voto da esposa dele para presidência, tendo tigrão respondido que poderia pensar no caso

Ante ao exposto, é totalmente tendencioso a noticia divulgado no blog concorrente, realizado com o claro intuito de desestabilizar grupos políticos formados.



ÉRAMOS O QUE TÍNHAMOS A RELATAR 

"Podem sair de casa sem medo", diz secretário

Segundo o Governo do Estado, 10 mortes foram registradas na noite de terça-feira (04) e madrugada desta quarta-feira (05) - duas mortes a mais que a nota oficial divulgada horas mais cedo. A afirmação foi divulgada em coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (05), no Comando Geral da Polícia Militar, em Belém.
Participaram da coletiva o secretário de segurança Luis Fernandes, o tenente coronel Daniel Borges e o promotor de justiça Armando Brasil, que prestaram esclarecimentos sobre a onda de violência que assustou a população da Região Metropolitana de Belém.
Eles informaram que estão investigando se essas mortes tem relação com a execução do cabo Antonio Figueiredo, na noite de terça-feira (04).
Segundo Luis Fernandes, nenhum confronto entre policiais e bandidos foi registrado ao longo da noite - inclusive do cabo Figueiredo, visto que não estava em serviço.
Para o secretário, a população não precisa temer por novos atos de violência. "As pessoas podem sair de casa sem medo e ir a locais públicos. Estamos trabalhando para continuar garantindo a segurança", destacou.
Apesar do depoimento do secretário de Segurança, a direção da Universidade Federal do Pará (UFPA) teria liberado os alunos, temendo represálias no Campus Guamá, e haveria registro de três casos de baleamento com internação no Hospital Pronto Socorro Municipal Mario Pinotti, no bairro do Umarizal.
MEDO
O promotor de Jusiça Armando Brasil não concorda com a opinião do secretário Luis Fernandes e destacou o medo da população na capital paraense. “Temos que tratar toda esta situação com bastante cuidado, não sabemos o que pode ocorrer e não podemos descartar a hipótese de policiais estarem envolvidos nos crimes. Até mesmo postagens com possíveis ameaças e retaliações de criminosos não podem ser ignorados”, disse.
Armando Brasil lembrou que o cabo Figueiredo era combatente e temido pelos criminosos. Em 2007, foi considerado suspeito de executar uma pessoa e respondia a inquérito na Polícia Civil.
INSEGURANÇA
Também esteve presente na coletiva Francisco Xavier, presidente da Associação de Cabos da Polícia Militar e Bombeiros do Estado do Pará. Segundo ele, a morte de "Pet", como era conhecido o cabo Figueiredo, confirma ainda mais a insegurança a que todos estão submetidos no estado.
“Pedimos providências para o governo. O pai de família sai pra trabalhar, para garantir a segurança da população, mas ele mesmo não tem segurança. Precisamos de medidas mais concretas”, desabafou o presidente, que não informou se alguma paralisação ou ato deve ser organizado para os próximas horas ou durante a semana.
Nas redes sociais, boatos dão conta de que o número de mortos pode ser 10 vezes maior que o divulgado oficialmente, provocando pânico na população. Não há confirmação se policiais militares estão envolvidos na suposta chacina e quais medidas serão tomadas.
(DOL)

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Dirceu passa a cumprir pena em casa após 11 meses

O ex-chefe da Casa Civil da Presidência da República José Dirceu deixou, há pouco, a Vara de Execuções Penais, onde assinou o termo que o libera para cumprir prisão em regime aberto, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal na última terça-feira (28). Dirceu chegou à vara por volta das 13h e não falou com a imprensa. Condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, a partir de agora, Dirceu poderá cumprir o restante da pena inicial de sete anos e 11 meses em casa.
Ele obteve o direito à progressão do regime semiaberto para o aberto no dia 20 de outubro, ao cumprir 11 meses e 14 dias de prisão, um sexto da pena, requisito exigido pela Lei de Execução Penal.
O ex-ministro, condenado como mentor do esquema de compra de parlamentares durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, descontou 142 dias da pena por ter trabalhado durante o dia em escritório de advocacia de Brasília e estudado dentro do presídio. Dirceu foi preso no dia 15 de novembro do ano passado.

Candidatos que concorreram têm até hoje para prestar contas

Os candidatos que concorreram no primeiro turno das eleições devem prestar as contas de campanha até hoje (4) aos tribunais regionais eleitorais. Além dos candidatos, os diretórios regionais dos partidos e os comitês financeiros das campanhas são obrigados pela Justiça Eleitoral a enviar os dados financeiros sobre despesas e receitas.
Os políticos que renunciaram, desistiram de concorrer ou que foram barrados pela Justiça Eleitoral devem entregar os dados referentes ao período em que participaram da disputa. Mesmo sem movimentações financeiras, a prestação de contas é obrigatória.
De acordo com a Lei Eleitoral, o candidato que não presta contas fica impedido de ser diplomado. A punição para os partidos é a suspensão dos repasses do Fundo Partidário. Se os dados apresentados forem desaprovados pelos tribunais eleitorais, o candidato poderá ser processado pelo Ministério Público por abuso de poder econômico.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Ranking de inadimplentes tem mais casados que solteiros

Entre as pessoas com pendências financeiras, 57% são casadas ou estão em união estável. Os dados são de uma pesquisa sobre o perfil do inadimplente da SCPC Boa Vista, referente ao 3º trimestre de 2014. Entre os entrevistados pelo estudo, 46% são casados e 11% estão em união estável.
Os solteiros representam 32% das pessoas com nome na lista de devedores. Separados e divorciados, 9% e viúvos, 2%. Os homens também são maioria entre os inadimplentes, representando 61%.

O economista Flávio Calife, da SCPC Boa Vista, conta que esse é um padrão que se repete em levantamentos de perfil de inadimplentes. “A maioria dos solteiros ainda vive com alguém, os pais por exemplo. Com as contas de uma nova casa, muitas vezes demora para entender o orçamento, e sem dúvida custos a mais acabam dificultando os pagamentos”, diz.

sábado, 1 de novembro de 2014

Sai Rui Begot e entra Belo na ALEPA

Rui Begot (PR), proclamado eleito deputado estadual pelo TRE-PA, sequer chegará a tomar posse, pois acaba de perder a cadeira com nova decisão da corte eleitoral que, na última terça-feira (28), deferiu o registro do deputado José Raimundo de Oliveira (Pros), conhecido como Belo.

Belo havia tido o seu registro indeferido por falta de documentação, e mesmo as apresentando em embargos, o TRE-PA manteve a impugnação. Em recurso, o TSE determinou ao TRE-PA que lhe apreciasse os embargos, quando então o TRE-PA acatou a documentação e deferiu o registro.

Com a eleição de Belo, o Pros passa a ter duas cadeiras na Alepa. A outra será ocupada pelo soldado Tercio.

Prefeito é acusado de vandalismo e agressão

Na manhã de ontem, um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado na delegacia de Polícia Civil contra o atual prefeito de Magalhães Barata, no nordeste do Pará.
Raimundo Faro Bittencourt, conhecido na política por “Bujaru”, do PSDB, é acusado de ter chefiado o arrombamento de uma rádio e de ter danificado vários objetos, além de ameaçar e agredir verbalmente e fisicamente pessoas que se encontravam no interior do estabelecimento. O gestor teria ficado descontrolado depois que a filha dele foi denunciada por ouvintes.
Segundo o radialista Noelson Botelho, algumas pessoas já haviam denunciado que a filha do prefeito, Juliana Borges Bittencourt, que seria fisioterapeuta, não estaria cumprindo com suas obrigações em seu local de trabalho. Por volta das 10h de ontem, um homem identificado pelo prenome de Raiol, decidiu ir até a rádio comunitária Planalto FM, situada no centro de Magalhães Barata, para denunciar a falta de atendimento ao público.
RECLAMAÇÃO
Raiol, ao vivo, disse que a filha do prefeito não comparecia no posto de saúde para trabalhar e que pessoas estariam se deslocando para outros municípios da região em busca de sessão de fisioterapia. “Eu estava no estúdio quando ouvi um barulho. Fui verificar o que estava acontecendo e me deparei com o prefeito na recepção”, contou.
Consta no Boletim de Ocorrência (BO) que o prefeito teria arrombado a porta da frente com pisões e invadido a rádio e quebrado uma mesa de áudio, caixas de som, bem como outros objetos de valor. Raimundo Faro, o “Bujaru” e mais três homens conhecidos por “Teco”, “Toca” e “Gemada”, que seriam seguranças e que estavam com bonés escrito “Força Bruta”, teriam jogado o ouvinte no meio da rua e aplicado socos e chutes que provocaram hematomas por várias partes do corpo da vítima.
O prefeito teria ofendido o ouvinte com palavras de baixo calão e ameaçado de morte membros da rádio comunitária Planalto FM. “Ele nos ameaçou de morte e disse que agora vai ser respeitado na base da porrada”, disse o radialista Noelson.
Após o registro do BO, por volta das 13h, outro radialista tocou no assunto e mais uma vez o prefeito teria invadido o local e realizado outro quebra-quebra, na companhia de mais capangas. No segundo episódio de vandalismo, Raimundo Faro teria tido a ajuda de secretários e de alguns vereadores da câmara municipal.
A qualquer momento o delegado que preside o inquérito poderá intimar os acusados para que os mesmos deem explicações sobre o caso. A direção da rádio pede o ressarcimento do material que foi danificado. O DIÁRIO não conseguiu contato com os acusados para tratar do assunto.
(Diário do Pará)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Dez senadores receberam doações de assessores

Pelo menos 56 assessores parlamentares contribuíram com doações para a campanha de seus respectivos senadores nesta eleição. Juntos, eles doaram cerca de R$ 230 mil para os seus chefes. O maior beneficiário foi o senador Mário Couto (PSDB-PA), que arrecadou R$ 71 mil entre nove funcionários – tudo em espécie. O valor corresponde a um quinto do total informado pelo tucano na segunda parcial de sua prestação de contas divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar do esforço dos assessores, o senador não conseguiu se reeleger.
As maiores contribuições para Mário Couto foram feitas por Hanny dos Santos e Paulo Roberto Pena. Com salários de R$ 12,8 mil, eles doaram R$ 12 mil cada. Hanny afirma que a sua doação foi totalmente espontânea. “E acredito que a dos outros também”, disse. Segundo ela, a contribuição não prejudicou o seu orçamento, apesar de ter sido um valor maior do que o seu salário líquido. “Tenho umas economias”, justifica.
A assessora explica por que fez a doação: “Era uma questão de honra a reeleição do senador, com quem trabalho desde 2003. A minha doação foi mais uma forma de demonstrar a minha gratidão por ele. Fiz e faria tudo de novo”.
A existência da caixinha eleitoral no Parlamento é o principal destaque da Revista Congresso em Foco, cuja 13ª edição começa a circular. O valor das contribuições e o total de senadores beneficiados podem ser ainda maiores, já que o levantamento foi feito antes da prestação final de contas dos candidatos. Os parlamentares têm até 4 de novembro para entregar os dados ao TSE. A reportagem, no entanto, revela que essa prática foi bastante comum entre os congressistas nessa eleição.
As doações por assessores não são vedadas pela legislação eleitoral, mas representam uma vantagem dos parlamentares em relação a candidatos que não detêm mandato. Por lei, pessoa física pode doar valor correspondente a até 10% dos rendimentos que declarou à Receita Federal no ano anterior.

Sindpol cobra reformulação na segurança pública

Diante dos números alarmantes que apontam o crescimento constante da violência no Estado, o Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Pará (Sindpol) não vê outra solução para o problema da violência no Estado se não uma reformulação geral na política de segurança pública aplicada hoje. Com o registro de 3.150 mortes violentas no Estado até o último dia 28 de outubro e a estimativa de que apenas 8% dos homicídios sejam solucionados no Pará, a categoria aponta que é necessário muito mais do que a contratação de novos policiais para solucionar o problema.
Divulgada durante a propaganda eleitoral como proposta para a área de segurança pública no Estado, a contratação via concurso público de 2.000 policiais militares e 500 policiais civis não são suficientes, para o Sindpol, para mudar a realidade de insegurança enfrentada hoje pela população. Segundo o presidente do sindicato, Rubens Teixeira, as mudanças precisam alcançar também a estrutura de trabalho oferecida aos policiais.
“Ficou comprovada que a política de segurança pública que foi colocada em prática até 2014 não deu certo. Foi uma política falida, onde foi evidenciado pela mídia e pela própria Polícia Civil que o índice de crimes aumenta ano a ano drasticamente”, avalia. “O que a gente espera é que essa política seja de fato atualizada e resolvida não só fazendo concurso”.
Estimando que seriam necessários mais 2.000 policiais civis para suprir o déficit de efetivo em todo o Estado, Rubens aponta que as delegacias funcionam atualmente sem a estrutura ideal. “Seria necessário que cada uma das delegacias funcionassem com um delegado, um escrivão e um investigador e hoje a maioria não tem essa estrutura”, aponta. “O concurso é importante para nós porque não temos policiais suficientes, principalmente no interior do Estado, mas só isso não resolve”.

DADOS
Segundo os dados do Relatório de Registros de Ocorrências Policiais do Estado, ao longo de 2014, até o dia 28 de outubro, o Pará manteve uma média de 10 assassinatos por dia, dentre homicídios e latrocínios. Se analisado o total de assassinatos, o Estado vem apresentando crescimento no número de ocorrências desde 2011. Com ainda dois meses para encerrar o ano, os registros de homicídios em 2014 - 3.026 até outubro - já se aproximam do observado ao longo de todo o ano de 2013, quando foram registrados 3.799 casos.
“Se a política de segurança pública do Estado não for reformulada, vamos perdurar nessa lamúria e sofrimento por conta da violência”, acredita Rubens. “É preciso que se pense a segurança pública desde a política social. É preciso que entre no seio das famílias desestruturadas e ampare para que aquela criança não seja aprendiz de marginais nas ruas. É preciso que o Estado faça a sua responsabilidade”.
(Diário do Pará)
 
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