domingo, 11 de março de 2012

A corrupção na saúde


A gestão da saúde pública, em qualquer âmbito de poder, não deveria jamais, em tempo algum, ser banalizada a ponto de se manter como uma moeda de troca que reluz de acordo com as contingências de alianças partidárias.

A saúde pública deveria ficar acima das conveniências de qualquer ordem. Porque é certo, como aqui já se registrou em comentários anteriores, que a má gestão na saúde pública é capaz de matar. Literalmente.


Naquilo que se considera como indício configurado de má gestão na saúde incluam improbidades tamanhas, roubalheiras escandalosas, dilapidações monstruosas que acabam por agravar deficiências seculares.

Governantes, quando se elegem a bordo de alianças político-partidárias, sempre costumam definir o que se convencionou chamar de “cotas” no preenchimento de cargos.

Em regra, setores ligados ao planejamento, à arrecadação tributária ou a políticas tributárias, por exemplo, são submetidos à “cota” do governante, que assim se anuncia inteiramente livre para indicar quem for de sua inteira confiança, independentemente de injunções partidárias ou quaisquer outras.

Não se tem conhecimento de governante que tenha estabelecido o setor de saúde como “cota” sua. O resultado dessa, como se diz, tradição de atribuir à saúde a condição de setor como outro qualquer acaba fazendo com que critérios políticos prevaleçam. E quando é assim, as pessoas morrem; ou são mortas.

E dificilmente a corrupção será contida se não houver o forte convencimento de que a má gestão, nessa área, ceifa vidas humanas.



Fonte: O Liberal


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