O Natal não me traz boas recordações, primeiro por que neste País se vende a cultura dos “PRESENTES” e do “CONSUMO” no dia de natal, como eu tive uma infância de pobreza e criado em periferia, me acostumei a somente observar algumas crianças ganharem presentes, eu não. Segundo por que o meu pai era taxista e minha mãe manicure, ou seja, no dia de natal, ambos trabalhavam e muito, quem é taxista sabe que nesse dia a “PRAÇA” da boa e meu pai no seu fusca velho passava o dia todo na rua em busca de passageiros, já a minha mãe ficava o dia todo fazendo unha das clientes e eu na rua, geralmente jogando bola em um campinho de areia próximo a Ceasa ou jogando peteca ou até mesmo empinando “PIPA”, coisas que são bastante comuns na periferia de Belém.
Outra consideração a se fazer é com relação à ceia de Natal, vende-se a cultura do PERU, mas nas mesas dos pobres quando tinha era o GALINHA de todos os dias, lá em casa não era diferente, no dia de Natal tínhamos FRANGO ao invés de Peru. Eu geralmente dormia cedo, após assistir a “Missa do Galo” na TV e no outro dia procurava a casa de algum colega que tinha ganhado presente para brincar com eles.
Por essas e outras que o Natal me traz um sentimento triste e de lembranças de uma vida difícil, motivo pelo qual no dia de hoje, prefiro ficar em casa com a minha mãe do que ir para as ruas ou festas.
A mensagem que este blog traz para todos os seus leitores no dia de hoje é que “com perseverança, fé e determinação, somos capazes de modificar um destino que por vezes parece ser instransponível, quando todos dizem que você está perdido e fadado a ter a mesma vida para sempre, não acredite, procure vencer os obstáculos e ir em busca de seus objetivos, um dia você consegue, eu conseguiu mudar o meu destino através da educação e tenho certeza que vocês também são capazes de fazer a mesma coisa.”
Feliz natal a todos os leitores e seus familiares,
Atenciosamente,
Andrey Cardoso Monteiro


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