Órgãos mais disputados por partidos desviaram R$ 1,3 bi
Os dez órgãos do segundo escalão mais disputados pelos partidos que apoiam a presidente Dilma Rousseff tiveram de responder à Controladoria-Geral da União (CGU) por irregularidades no repasse de R$ 1,35 bilhão a Estados, municípios e entidades nos últimos quatro anos. O órgão mais comprometido foi o Fundo Nacional de Saúde. De 2007 até 2010, a CGU concluiu que R$ 663,12 milhões dos repasses do FNS tiveram algum tipo de irregularidade nos pagamentos a conveniados do Sistema Único de Saúde e Autorização para Internação Hospitalar, desvios de finalidade e não prestação de contas. O levantamento foi feito com base nos últimos quatro anos, porque os partidos em torno de Dilma hoje já formavam a aliança que garantiu a reeleição do então presidente Lula. O resultado das investigações da CGU foi enviado ao Tribunal de Contas da União, ao qual cabe abrir as auditorias sugeridas.
Conflitos se alastram para estatais e já racham os partidos
A guerra entre os partidos aliados da presidente Dilma Rousseff para controlar os principais cargos do governo federal está suspensa, mas longe da assinatura de paz. Nenhum dos partidos quer abrir mão de cargos que controlam verbas bilionárias e representam aumento do poder de barganha política, seja com a presidente, seja com outras siglas. Trata-se de uma disputa que, só nas estatais, visa ao controle de 102 empresas, sendo 84 no setor produtivo e 18 no setor financeiro. Destas, 66 produtivas e 7 financeiras dispõem de R$ 107,54 bilhões para investimentos neste ano.
Ações da CGU norteiam as megaoperações da PF
As auditorias e tomadas de contas especiais feitas pela Controladoria-Geral da União (CGU) têm dado origem a grandes operações da Polícia Federal em todo o Brasil. A Operação Sanguessuga identificou a participação de 72 parlamentares num esquema de desvio milionário de verbas do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para a compra de ambulâncias. Foi também a partir das auditorias referentes à contratação de controladores de velocidade nas rodovias (barreiras eletrônicas e pardais) que a PF descobriu um esquema de desvio de verbas em contratos de R$ 1,6 bilhão. Como resultado, as barreiras tiveram de ser desligadas em todas as rodovias federais.
Há 8 anos sob o PT, Incra tem gasto suspeito
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), sob o comando do PT há oito anos, teve gastos de R$ 31,4 milhões qualificados de irregulares pela CGU de 2007 para cá. A disputa pela direção da autarquia ocorre dentro do PT. Rolf Hackbart, o atual presidente, é aliado da tendência esquerdista Democracia Socialista (DS) no Rio Grande do Sul. Mas Dilma Rousseff tirou os gaúchos do comando do Ministério do Desenvolvimento Agrário, entregando-o à mesma ala do PT baiano. E esta quer mudar o comando do Incra.
Presidente ''gerentona'' entusiasma executivas
Os modos de executiva da iniciativa privada da presidente Dilma Rousseff, demonstrados em três semanas no poder, não livraram o governo das disputas de cargos nem da crise no Enem, mas executivas de grandes empresas e especialistas em administração ouvidas pelo Estado aprovam a estreia da presidente e sua intenção de imprimir características da gestão privada no poder público. Todas admitem, porém, que não há como ignorar as demandas políticas.
Manobra com dívida de campanha turbina verba de fundações de partidos
A manobra promovida pelos partidos políticos no fim de 2010 para "estatizar" as dívidas de campanha ao aumentar os recursos orçamentários do Fundo Partidário, conforme revelado pelo Estado, acarretará no crescimento da verba destinada às fundações e institutos ligados às siglas, que chegará a R$ 60 milhões em 2011.
O Estado obteve informações sobre a aplicação desses recursos pelas quatro maiores fundações e institutos partidários do País. Os dados mostram que as entidades gastam, em média, R$ 1.746 por dia com o pagamento de diárias e hospedagens e pagam salários de até R$ 13 mil a seus integrantes.
Desconhecidas, entidades ''nanicas'' receberão R$ 6 milhões
Desconhecidas e ligadas a partidos que receberam menos de 2% dos votos na eleição para a Câmara dos Deputados no ano passado, 14 fundações "nanicas" devem receber, em conjunto, cerca de R$ 6 milhões do Fundo Partidário em 2011, segundo determina a legislação.
São entidades como a Fundação Dinarco Reis (PCB). o Instituto de Pesquisas Humanistas e Solidaristas (PHS), o Instituto Brasileiro de Estudos Políticos Pedro Aleixo (PSC) e o Instituto José Luiz e Rosa Sunderman (PSTU), entre outras.
Planalto traça 3 planos para compra de caças
A escolha do novo caça de tecnologia avançada da Força Aérea, o processo F-X2, deve ser decidido até julho, tem dito o ministro da Defesa, Nelson Jobim. A decisão está na agenda de 2011 da presidente Dilma.
O Planalto considera três hipóteses para o contrato, que prevê a compra inicial de 36 caças, podendo chegar a 120 até 2027: manter a F-X2 como está, adiar a decisão por um ano ou, em ação radical, encerrar essa operação e abrir outra imediatamente, uma espécie de F-X3 de prazo curto, única forma de admitir novos participantes.

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