terça-feira, 9 de novembro de 2010

NOS JORNAIS: EDIÇÃO DE HOJE


Dilma quer um terço de mulheres no ministério

A presidente eleita Dilma Rousseff estabeleceu como meta que um terço do seu futuro ministério seja ocupado por mulheres. A determinação foi dada em reunião com o presidente Lula e a equipe de transição anteontem.

Segundo a Folha apurou, a petista quer uma busca nos partidos aliados por indicações de nomes que tenham "estofo" para ocupar vagas no primeiro escalão. O percentual, disse ela, não é rígido, mas deve ser perseguido para garantir maior participação "delas" no poder.

Também discutiram o assunto os coordenadores da transição Antonio Palocci, José Eduardo Cardozo e José Eduardo Dutra -além do ministro Franklin Martins (Comunicação Social) e de Gilberto Carvalho (chefe de gabinete do presidente).

Prioridade de transição é evitar rombo nas contas

A presidente eleita Dilma Rousseff definiu como prioridade da fase de transição evitar a aprovação de um Orçamento que gere um rombo nas contas públicas no seu primeiro ano de governo.

Se for preciso, disse a assessores que a votação do projeto orçamentário pode ficar para o novo Congresso, em fevereiro de 2011. Em duas reuniões ontem e anteontem -numa delas com a participação do presidente Lula-, Dilma afirmou que não vai sancionar aumentos de gastos que arrisquem o cumprimento da meta de superavit (toda economia do governo para pagar juros da dívida pública) de 3,3% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2011.

Congresso quer aumentar o próprio salário e o de Dilma

Com a volta dos trabalhos no Congresso, deputados e senadores já defendem aumentar os próprios salários e, de quebra, reajustar também o da presidente eleita.

O "pacote de bondades" planejado pelos congressistas surge no momento em que Dilma orientou sua equipe de transição a tentar barrar no Congresso reajustes para o funcionalismo que impliquem em rombo no Orçamento de 2011.

Eles alegam que os salários do Executivo e do Legislativo estão sem aumento há cerca de três anos e que a inflação no período foi de 17,8%, mas por ora não falam em percentuais.

Para diluir o desgaste político que o aumento pode gerar, os congressistas insistem em mostrar que essa defasagem também ocorre nos salários do Executivo.
Câmara pagará 3 dias em hotel a 223 novos deputados

Os 223 novos deputados federais terão direito a três dias de hospedagem, com acompanhante, durante o período da posse parlamentar, que será no dia 1º de fevereiro.

O pregão para a escolha do hotel, aberto ontem, exige que o local seja "de categoria superior" e conte com TV a cabo, acesso à internet e café continental com geleia, iogurtes e cereais, entre outros. A estimativa é que a Câmara gaste cerca de R$ 223 mil na estadia dos deputados.

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