
Computador ligava sozinho
"Adeildda Leão dos Santos, servidora do Serpro sob suspeita de participação no vazamento de dados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de outros políticos tucanos, disse que seu computador na agência da Receita em Mauá "era acessado também por outros funcionários".
Em nota oficial, onde apresenta sua versão em 27 linhas, Adeildda relata que a senha da máquina ficava anotada em sua agenda que deixava sobre a mesa ou na gaveta com o cartão da certificação digital."Não via problema em outras pessoas usarem o computador pois confiava e não consigo enxergar maldade em meus colegas", assinala. "Muitas vezes chegava para trabalhar e via que meu computador estava ligado, muito embora tenha desligado no dia anterior antes de sair. Quando questionava, meus colegas me diziam que o computador ligava sozinho."
Polícia Civil vê crime comum no roubo de Mauá
Polícia Civil vê crime comum no roubo de Mauá
A Polícia Civil acredita que o grupo que assaltou o comitê eleitoral do candidato a deputado federal Hélcio Silva (PT), na cidade de Mauá (Grande São Paulo), não estava em busca de documentos do partido. "Ao que tudo indica o bando queria mesmo era dinheiro", observou o delegado Emílio Pescarmona, chefe da Seccional de Polícia de Santo André, com jurisdição em Mauá.Para Pescarmona, o caso "tem característica de crime comum, mas todas as hipóteses serão rigorosamente investigadas".
Dilma: ''Vamos apurar e ter calma''
Dilma: ''Vamos apurar e ter calma''
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, admitiu ontem que "causa constrangimento" o fato de pertencer ao partido o analista tributário Gilberto Souza Amarante - que acessou os dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, numa agência da Receita Federal da cidade de Formiga, no interior de Minas Gerais. Na mesma entrevista, em Brasília, a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou que "não é possível conviver com vazamentos", mas preferiu cautela: "Vamos apurar e ter calma."Dilma se dividiu entre cobranças e cuidados. Ao mesmo tempo em que tentava baixar o tom, admitia que "não se pode tratar questão de vazamento de forma leviana" e que "há que se punir, caso se detecte algum malfeito".
Serra: ''Isso é o DNA do PT''
Serra: ''Isso é o DNA do PT''
O candidato à presidência José Serra (PSDB) disse ontem que não tem dúvida nenhuma do envolvimento do Partido dos Trabalhadores (PT) no caso das violações fiscais de pessoas do seu partido. "Isso é o DNA do PT", avaliou, em entrevista coletiva realizada após visita ao Museu da Língua Portuguesa, na capital paulista. De acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o analista tributário Gilberto Souza Amarante, que acessou os dados do fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Eduardo Jorge, é filiado ao PT desde 2001.José Serra afirmou que "não vai ficar batendo boca com Lula" e que "está mais que na hora de Dilma sair da sombra do presidente e se manifestar para o Brasil". O pronunciamento do tucano foi uma resposta ao fato de Lula o acusar de "baixar o nível da campanha".
No topo da cabeça do eleitorAos olhos do público
No topo da cabeça do eleitorAos olhos do público
Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) têm mais em comum do que gostariam de imaginar. A palavra que seus respectivos eleitores mais citam para defini-los é a mesma: "competente". Os conceitos repetidos para ambos não ficam por aí. "Inteligente", "trabalhador(a)", "honesto/honestidade" são termos que eles compartilham e que enfeitam sua persona pública.A coincidência não é coincidência. Essas palavras traduzem o mínimo que o eleitor espera de um candidato. É natural que, se ele se identifica com um deles a ponto de votá-lo para presidente, o eleitor projete essas qualidades em Dilma, Serra, ou em ambos. A projeção não é gratuita. Políticos burilam suas imagens a custa de muito discurso, entrevista, debate, twitter, alianças, atos e omissões. E há, obviamente, a publicidade oficial e oficiosa, o marketing. Principalmente em época de eleição.
TSE proíbe uso de imagem de Collor
TSE proíbe uso de imagem de Collor
O ministro Joelson Dias, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu ontem que a coligação do candidato José Serra (PSDB) continue exibindo no programa eleitoral gratuito imagem na qual o senador Fernando Collor defende o voto na candidata Dilma Rousseff (PT). A decisão foi tomada no julgamento de liminar pedida pela coligação petista. Na ação, os advogados afirmam que o vídeo "expõe o eleitor a uma informação falsa sobre o quadro da disputa eleitoral". Os advogados também alegam que os tucanos estariam usando uma imagem externa, recurso vedado pela legislação eleitoral.O vídeo, feito pelo jornal "Folha de S. Paulo", exibe Collor falando com eleitores em local público. "Não se esqueçam desse nome: Dilma Rousseff presidenta, número 13 na cabeça, no próximo dia 3 de outubro", diz o senador. O programa tucano inclui a legenda "Collor é Dilma" na imagem.
Orçamento prevê 40,5 mil cargos novos em 2011
Orçamento prevê 40,5 mil cargos novos em 2011
Depois de promover o inchaço da máquina pública ao longo dos anos, com a criação de novos cargos e a concessão de robustos reajustes, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê para o Orçamento da União de 2011 a possibilidade de criação de mais 40.549 cargos e funções nos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Só o Poder Executivo poderá criar 24.605 cargos ou funções. Ao todo, o governo reservou R$2,88 bilhões para criação/preenchimento de cargos e ainda para reajustes e reestruturação de carreiras.Do total desses recursos, R$1,65 bilhão (ou 57%) é destinado para a criação ou preenchimento de cargos, incluindo a substituição dos chamados terceirizados. O R$1,23 bilhão restante (ou 43%) vai para aumentos ou reestruturações das carreiras.Ao apresentar a proposta orçamentária de 2011, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, já avisara que não está previsto no documento o reajuste geral para os servidores, apenas os aumentos que já foram concedidos desde 2008 e que, em alguns casos, terão impacto até 2012.
Proposta apresentada por Temer cria ameaça para presidenciáveis
Proposta apresentada por Temer cria ameaça para presidenciáveis
O companheiro de chapa de Dilma Rousseff, deputado federal Michel Temer (PMDB-SP), candidato a vice-presidente, é autor de um projeto de emenda constitucional que torna crime de responsabilidade do presidente da República o descumprimento de promessas feitas na campanha eleitoral.A PEC (Proposta de Emenda à Constituição, nº 303) está na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados à espera de votação. Por meio de sua assessoria, Temer disse que continua defendendo a aprovação da proposta apresentada em 2004. Admitiu que ela cria uma saia justa para Dilma, mas afirmou que todas as propostas apresentadas por ela serão cumpridas.
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